Saladão Sertanejo Semanal 5

prometo que juro que este vai ser o último post longo. como há tempos que não escrevo, são muitas coisas.

#1 - Resumo da festa latina

deveria ter começado às 18h pra acabar por volta das 22h e não incomodar os vizinhos. pois bem.. começou às 22h, terminou por volta das 4h e tenho certeza de que incomodou toda a vencindad.

doze pessoas, menos três copos, quinze litros ou mais, amanditas, ruffles e muitas fitas de alta periculosidade. cada um é dono de um segredo, alguns são donos dos mesmos, acredito, e que assim permaneçam ;)

a quem interessar, estou disponibilizando aos poucos as mejores canciones de la fiesta latina. à medida em que eu for adicionando mais, aviso aqui. já coloquei algumas, com destaque muito especial à Kurikitaca (¡gracias Carola!) e Se Te Ve La Tanga (¡dale Alberto!)

DICA: venham da próxima vez que eu convidar e não percam nenhum detalhe.

#2 - Roupas limpas são o que há

já lavei roupa duas vezes. primeiro na Fast Clean da André da Rocha e depois na Lav&Lev da Lima.

a primeira foi mais disputada. quase não teve lugar pra mim. dependendo do horário tem que reservar lugar. caminho uns 10 minutos mais pra chegar nela, porém é mais barata.

ambas possuem exatamente as mesmas máquinas. mas as da segunda, mais perto e mais barata, parecem ser mais novinhas.. ou seja: um histórico menor de pentelhos dos outros. tem uma televisão ligada no doze e as pessoas te atendem melhor, além de não ter quase ninguém.

a máquina que lava só é legal na hora que tá girando muito rápido, formando uns desenhos mucholocos, quando começa o balé metamorfósico onde as tuas roupas sujas, em perfeita sincronia com sujas da máquina ao lado, desabrocham gradativamente como roupas limpas e molhadas.

profi mesmo é a máquina de secar: o compartimento é bem maior, o que dá mais “liberdade” pras pobres roupas, e ela gira numa velocidade fixa. mas é um giro muito bem calculado, porque a gravidade não as deixa coladas às extremidades da máquina e, ao chegarem ao topo, se jogam para baixo em um vôo natural de meio segundo. às vezes acontece de uma peça de roupa ficar parada ali no meio, mas girando, como se estivesse no centro de um tornado. uma das minhas cuecas fez isso por uns 5 segundos. eu e ela rimos muito, querida.. aposto que ela se divertiu horrores lá dentro.

depois de secas, coloco todas no cestinho que comprei dos índios da Redenção (que já arrebentou uma das alças) e trago pra casa.

como não tenho os equipamentos necessários pra passar roupa, nem know-how suficiente, acontece a terceira coisa legal disso tudo: todas as minhas roupas parecem ser daquele tecido supercaro que parece que está sempre amassado, sabe? me sinto “super in” com a moda atual. e graças ao meu corpo caliente, algumas horas depois de eu vestir a roupa amassada.. digo.. a roupa com o tecido da moda, elas se autopassam e eu volto a ser mais um qualquer pelas ruas da cidade.

DICA: livrem-se das roupas coloridas.

minha próxima meta é me livrar de todas as roupas que soltam tinta. tive que gastar 3 reais só pra lavar uma calça e uma toalha, separado, porque não poderia lavar junto com as outras. trocarei tudo por roupas e toalhas brancas. verão vocês!

#3 - Fui assaltado

me levaram tudo, exceto meu computador que, por um milagre, não estava na mochila nesta noite. só pra abrir a porta do apartamento e refazer as chaves já me custou 345R$. estou gastando o dinheiro que eu já não tinha. como diz o Tobias, já estou usando meu salário de Janeiro. estou na baita história de refazer todos os documentos e cancelar cartões de crédito. isso quer dizer que o guarda-roupas, o sofá-cama e o balcão da cozinha vão ter que esperar um pouco mais.

estou sem lenço, sem documento e sem comunicação. tenho email, caso queiram falar comigo. isso eles não me levaram!

DICA: não mangoleiem na rua.

#4 - É como veranear em cidreira

viver sozinho é como passar uma semana em cidreira com os amigos. mas sem os amigos dividindo a casa e sem a praia. às vezes tu não tem nada pra fazer e outras vezes tem muitas, tantas que tu nem sabe qual fazer primeiro - e acaba não fazendo nenhuma.

DICA: uhul!

#5 - Louças Loucas

qualquer dia vou deixar de comer só pra não lavar louça. é incrível.. SEMPRE que eu quero tomar nescau tenho que lavar um copo e uma colher. chega a dar um desânimo. eu saio pra trabalhar e a louça toda fica ali, assim como eu deixei de manhã. o que elas fazem esse tempo todo sozinhas? conversam? por que não tomam um banho e me esperam limpinhas?

DICA: quando tu for lavar a louça, lava com aquela parte amarela da esponja, pra não arranhar os talheres.

#6 - Compras

já fui duas vezes ao super fazer compras “pra casa”. é divertido.. me apaixonei por pelo menos umas quatro gurias que estavam lá, sozinhas, fazendo compras. não me quiseram, pelo visto.

DICA: aproveita o Dia do Só no Zaffari e a Quarta-feira Verde do Nacional.

e funciona mesmo! 2

felicidade é acordar de manhã e ver água transformada em cubinhos gélidos de cristal, dentro da tua geladeira.

não acordei cedo porque: 1) ou não teve hino na escola; 2) ou foi porque eu fechei o vidro da janela; 3) ou alguém invadiu meu apartamento de manhã cedo e desligou meu celular, que estava bem longe de mim e quando eu acordei estava do meu lado, com o despertados desligado.

meu refrigerador funciona 2

e está ali, ligado. pra algumas coisas eu tive que ler o manual. por exemplo: como passar um pano úmido pra tirar o pó e o que fazer com aquele monte de durex azul que vem em todos os cantos.

enchi uma forminha com água e estou louco pra dormir, acordar, e ver a agüinha virar gelinho amanhã de manhã!

obrigado, orelha (meu pai)!

Brasil x Alegrete 2

já me acostumei com o sino da igreja que toca a cada 15 minutos e estou até achando divertido. mas hoje eu acordei com o Hino do Brasil, seguido do Canto Alegretense entoado pelas turmas 71, 63 e 41 (ou alguma dessas combinações de números que formam a loteria da minha vida). espero que amanhã seja o Hino Riograndense, como foi na segunda de manhã.

Oh, baby, me leva (Latino) 1

porque eu não quero utilizar o ja surrado “Hoje é festa lá no meu apê”.

acredito que vocês todos já saibam. caso ainda tenham dúvidas.. finalmente me mudei. mas não vou dar muitos detalhes. nos próximos posts, pretendo ser mais curto e objetivo. o que posso adiantar é que me mudei, tem um monte de coisas que eu já tenho, tem dois montes de coisas que eu vou percebendo aos poucos que não tenho, tudo acontece muito rápido e o sino da igreja toca a cada 15 minutos.

por falar em Latino, festa e apê, vai rolar uma festinha, latina, de debut da moradia. preparem-se. enquanto não posso dar mais detalhes, confiram a pré-seleção de cancões para a festa, feita pela mAP (minha atendimento pleno):

1 - menina veneno (español)
2 - la bamba
3 - llorando se fue - essa dá pra achar uma versão melhor!
4 - mira para arriba mira para abajo
5 - por una negrita
6 - fue en un cafe - auheuaehuaheuaeu - queria eu ser vj para passar esse clipe ia me divertir pacas!!!
7 - estoy aqui
8 - pies descalzos, sueños blancos
9 - donde estas corazon
ps.: bah.. essas da shakira sugeri só porque são em espanhol mesmo!

e a minha playlist inicial:

1 - el tiburon
2 - la rubia del avion
3 - fiesta caliente
4 - una nalgadita
5 - macarena
6 - no le dijo nada
7 - mesa que mas aplauda
8 - maria
9 - la bomba

deliciem-se!

estamos esquecendo de alguma?

chau =**

era uma casa muito engraçada 2

não tinha nada…

é! irão se desiludir aqueles que acham que ao assinar um contrato de aluguel, as coisas terminarão. a mudança dos pertences do Pablo para a nova moradia, está tão demorada quanto foi a procura. não por falta de vontade minha em ajudar e nem dele em habitar o tão sonhado apê, mas nada é tão fácil como agente sempre espera.

o primeiro impasse é a questão do dinheiro. que aliás, quase sempre é em qualquer situação.

a segunda é o que levar para lá. já foi feita uma enquete, mas mesmo assim, a decisão final depende de como tais pertences serão levados até lá. sim, porque se vamos depender só do autinho que eu chamo de meu (que na verdade não é)… nem sei como vai ser! alguém tem um caminhão pra emprestar?

ah, ia me esquecendo da luz! nem sabemos se a ilustríssima companhia de energia elétrica do nosso estado já fez a ligação da luz.

ninguém podia entrar nela não …

e nem sair!

na sexta à noite, a Tainá e eu, na maior da boa vontade, fomos até o apartamento para conferir a pintura e ver a tal da luz. ao chegar em frente do prédio, no mesmo segundo fomos abordadas por um flanelinha, que queria nos cobrar R$ 2,00 (ADIANTADO) para deixar o carro na rua. após uma breve negociação, deixei umas moedas e um vale transporte. propositalmente, não quis sair ganhando dessa! (rs)

ao colocar a chave na porta de entrada, já sentimos uma certa dificuldade em abri-la, mas conseguimos adentrar no edifício. pra fechar a porta também não foi tão fácil, pois precisa da chave para tal ação. bom… depois de uns dez minutos perdidos, tentamos olhar a pintura do apartamento. tentamos, porque foi ai que descobrimos a ausência da luz. feita a visita, fomos nos dirigindo pelo corredor até a saída.

ai é que está… o Pablo vai dizer (e já disse, é claro) que tinha avisado, mas sabemos que a teimosia reina no universo feminino, mesmo isso não sendo admitido com freqüência.

ele avisou que a porta do prédio tinha problemas para ser aberta por dentro. que precisava da chave e que se suspeitássemos que íamos ter problemas, era para não entrarmos. sim, suspeitamos, só que acreditamos na nossa capacidade de lidar com eles. claro que não conseguimos!

o que fazer? coloquei meu ouvido na porta dos apartamentos do térreo, para tentar ouvir algum ruído… porque ainda me preocupei em não acordar nenhum vizinho e criar inimizades antes mesmo da ida do Pablo pra lá. escolhi uma porta, respirei fundo e toquei a campainha…

minha nossa! melhor teria sido se eu estivesse participando da porta dos desesperados do Sérgio Mallandro. um homem abriu a porta, com uma cara de poucos amigos e uma touquinha na cabeça que parecia aquela de bandidos, sabe? dei uma breve espiada para dentro de sua residência (não resisti a mais uma indelicadeza) e perguntei a ele, se poderia testar a sua chave na porta e tentar nos libertar dali.

ele foi. no começo um pouco relutante, mas depois até fez alguns comentários sobre a dificuldade que ele também tem em sair de casa… diminuindo assim, um pouco da tensão que eu estava sentindo. quando ele abriu a porta, e eu e a Tainá estávamos certas de que tudo havia acabado, sai da casa do cara uma mulher (acho eu que era namorada dele), com os cabelos louros oxigenados e todo desgrenhado e faz uma recomendação com uma voz de assustar mais ainda:

- viu gurias?! da próxima vez, vê se toquem ali no zelador, tá?

bom, só nos restou agradecer… porque não sou louca, né?

só sei que dá próxima vez que eu aparecer por lá, não vou correr o risco de não usar um disfarce.

devo satisfações, não nego 4

dou-as quando puder. por enquanto:

1 - o apê é meu. estou com as chaves e tudo mais;

2 - já estão por ligar a luz, se é que ainda não ligaram;

3 - devo ir pra lá esse final de semana (ou semana que vem, logo que ficar rico novamente);

4 - esse blogue vai mudar. ainda vou contar com a colaboração da mAJ, que está prestes a ser promovida. mas, dessa vez, relatando minhas aventuras e desventuras na nova moradia. será algo do tipo “estrelando: acordar cedo, morar sozinho, são paulo nunca mais!”.

aguardem..

O que preciso pra ir-me 7

Começo aqui a parte mais intrigante sobre minha partida para o desconhecido: O que é que eu tenho que levar, afinal? Eu vou dizer o que eu penso e o que pensam os que eu perguntei até então:

Eu: cama, travesseiros, cobertas, roupas, toalhas e internet.

Gabriel: cama, travesseiros, cobertas, roupas, lâmpadas e chuveiro.

André: cama, travesseiros, cobertas, roupas, microondas e máquina de lavar.

lembremos que dinheiro é o que eu menos tenho, néam? meus movimentos precisam ser friamente calculados, assim como meus gastos. o que vocês (dani e larissa) acham que eu posso estar esquecendo?

o DISK2 em logística de minutos 1

fiz os trajetos e calculei o tempo a meus passos semi-rápidos. não o de quando estou atrasando indo pro trabalho, mas o de quando caminho sozinho. é geralmente mais rápido do que qualquer outra pessoa que esteja caminhando no mesmo sentido. nunca ninguém me ultrapassou enquanto eu caminhava. tomem isso por base e admirem-se dos tempos:

  • Até a Tainá: 28 minutos;
  • Até o ônibus: 18 minutos;
  • Até a João Pessoa x Venâncio: 14 minutos;
  • Até a Redenção: 12 minutos;
  • Até o Guion: 8 minutos;
  • Até a Lima: 6 minutos;
  • Até o Nacional: 3 minutos.

isso contando com meus fones de ouvido e todas as sinaleiras (de pedestre) ao meu favor.

mAJ perguntou o que eu faria com tanto tempo livre. estou pensando em viver, talvez. (forte essa)

.. de nós dois 2

sou eu, o azul sou eu (dá pra notar a diferença?).

é fato que mAJ quase que extasionou lá no 24. tanto que já estava até alugando pra mim por 560R$, quando na verdade era 720R$.

Tiazinha Feliz I

saindo do 24, tivemos a agradabilíssima companhia de uma amiga de uma moradora ali do mesmo prédio, mas eu só soube disso depois de desferir contra ela o meu chavão de cara bacana:

- A senhorita mora aqui no prédio?

- Moro.. quer dizer, minha amiga mora.

- E a senhorita é FELIZ? (olhando bem dentro dos olhos dela).

- Sim, sou bastante, por que?

- Ah, porque eu estou prestes a alugar um apartamento aqui nesse prédio, e gostaria de saber como se sentem os vizinhos morando por aqui, pra saber como eu vou me sentir caso me mude.

(espaço aqui para uma baita história que ela contou)

ao final de tudo, disse que gostava bastante do lugar, a amiga dela também, e que era superseguro pra chegar à noite, que dava pra pedir pra lotação te deixar na esquina do prédio e, que se tu descesse sempre no mesmo horário, o guardinha ficava antenado e ia ali pra rua esperar a tua chegada. bem mais seguro assim, hein? lembro de ela ter me chamado de “meu amor” entre uma história e outra.

Do 24 ao fedor, de cabelo molhado

da porta do edifício até a boca da Lima, levamos cerca de quatro minutos. comentei com a mAJ o quão alucinante deve ser chegar ali de banho recém tomado. deve-se conseguir uma namorada na mesma hora. então mAJ disse que o bom era que meu apê estava perto, poderia conhecer ali e levar pra lá. e então eu pensei: se eu voltasse com minha novanamorada, pra Lima, de cabelo tambem molhado e banho recém tomado, multiplicariam-se por dois as nossas chances de arrumar mais namoradas.. e na próxima volta seria eu e mais três gurias, e assim por diante, até que acabar-se-iam as mulheres da Lima (ou o espaço no apê)

Vamos ao DISK

a caminhada até lá foi uam aventura só. descobrimos várias portas abertas. um comércio que sequer sabíamos que existia naquela região. sapateiros, vidraçarias, lojas de velas, azulejos, papelarias.. enfim. nada que ver com as zintidades que costumam perambular por ali nas madrugadas.

chegando ao DISK, o primeiro contato foi o esperado. ele era legal, mas não super. iluminado, mas não super. meio grande, meio pequeno, mas não super meio grande nem tampouco super meio pequeno. sujei minha camiseta branca na janela (mAJ avisou, mas não deu tempo). a vista, da janela, era lesga. as duas janelas pra frente. o banheiro e a cozinha, semitrashes.

resolvemos não fazer vídeo neste. apenas olhamos tudo, fizemos planos de decoração (eu fiz, mas não falei nada pra mAJ) e fomos embora, porque eu estava já atrasado pra voltar ao trabalho e algo me dizia pra sair dali antes que caisse um avião. pelo fato do aluguel ser o mais barato, dei meus votos todos pra esse, provisoriamente. o valor me interessava.

Já Já, Jaque, Jaqueline

na descida, enquanto eu fechava a porta da rua, escutei vozes de pessoas nas escadas. mulheres, por sinal. ótimo.. vítimas do meu chavão de bom-futuro-vizinho. a mãe, com seu sorriso espontâneo de pessoa bem feliz e sua maquilagem muito bem feita, e a filha, que não sei nem chutar quantos anos tem, mas algo entre 1 e 17. aproximam-se:

- Oi, vocês moram aqui?

- Eu tenho um apartamento no 302

-  Ah, tá.. E tu é feliz?

- SIm, sou, muito por sinal.. Por que?

- Ah, que bom. Porque eu quero saber como se sentem as pessoas que moram aqui.

- Na verdade eu não moro aqui, só o apartamento que é meu. Ele tá liberando essa semana e eu vim dar uma olhada.

- Por acaso tu vai pôr pra alugar?

- Sim, vou, por que? (ela nunca perdeu a cara de muito feliz e a maquilagem exata equanto falava comigo)

- Ah, por que eu vou alugar o 202. Tu não quer que eu alugue o teu? Tu vai alugar por imobiliária?

- Ai, vou, sabe? Hoje o antigo morador saiu com ordem de despejo, porque não pagava, deixou o apartamento uma bagunça, cheio de lixo no meio da sala, uma coisa. E o apartamento é muito bom. Se tu quiser dar uma olhada lá..

- Se é exatamente em cima desse que eu olhei agora, eu até sei como ele é.. Não precisa, não vou atrapalhar vocês.

- Mas o nosso apartamento não é igual a esse. Nós reformamos todo há pouco tempo, derrubamos a parede entre a sala e o quarto e colocamos uma porta de correr, de madeira. Reformamos também a cozinha e o banheiro. Até te levo ali pra tu olhar, se tu não te importar com a bagunça que está lá dentro.

- Ah, claro que não. Se não vou atrasar vocês em nada, eu quero ver, sim.

(até aí eu não sabia realmente o estado em que se encontrava o lugar. Achei que fosse tipo quando a mãe fala: “ah, não repara a bagunça, viu?” mesmo com a casa estando “um brinco”)

enquanto subíamos as escadas, ela disparou: “- Quanto tu pretende gastar?”, eu “- Minha cota é de oitocentos reais”, “- Com condomínio” completou mAJ.

Ela: - Olha só, eu coloquei uma grade na porta, grade na janelinha da área que dá pras escadas do prédio, etc etc..

Eu: - Deus, santo! O que fizeram aqui? Impossível que alguem morava aqui dentro (e, sério, impossível. ninguém mais saberá, se não nós quatro ali ou o ex inquilino)

conversa vai, conversa vem.. ela conta sobre outros despejos, gatos mortos, sangues pelas paredes, e: “hahaha.. até que tu é uma pessoa legal”. respondi “- É, né.. Às vezes até que eu sou, mesmo”. pena que não tínhamos champagnes pra brindar, na hora, porque estavamos nos divertindo à beça.

ela disse que iriam pedir 500 reais pelo aluguel. falei que me interessava e ela cogitou a hipótese de alugar pra mim sem ser através da imobiliária. direto com ela, apenas fazendo um contrato e dando um caução e tchuns. a-do-rei!

enquanto ela fechava a porta e todas suas trancas, respondendo às minhas perguntas impertinentes, sempre mantendo a compostura, me falou dos casamentos dela, de quando ela comprou aquele apartamento, como ela é feliz, hoje, com o atual marido, há quantos anos eles estão juntos, onde se conheceram. disse também que depois que ela saiu dali a vida dela melhorou horrores.. não que ali a vida dela foi pior, mas há de se cumprir esse ciclo. passar por ali pra vida melhorar. eu disse que queria fazer a mesma coisa que ela fez e ser feliz também. pronto! somos amigos!

na rua trocamos nomes e telefones, abraços, ela disse que poderia deixar a chave ali com os caras que farão a reforma e limpeza no próximo sábado pra caso eu quisesse ver de novo, eu disse que não havia necessidade, ela me mostrou quem eram os que fariam o trabalho sujo. disse também que ela e a filha estariam por ali, no sábado, dando uma geral e limpando o que sobrar. disse que eu poderia aparecer e que já já o apê estaria disponível pra mim.

aparecerei lá, com certeza. antes vou ligar pra saber se, por azar, ela não mudou de idéia (oxalá não).

ao final, o valor total ficou um pouco mais caro do que o 202, mas o apartamento tá bem melhor por dentro. o banheiro e a cozinha são um espetáculo à parte. a portinha divisória, então, nem se fala.

enfim! gostei. se tudo der certo, será esse.

nos próximos capítulos escreverei detalhes sobre a logística da nova moradia e começaremos a listinha de necessidades básicas pra que eu possa mover meu corpinho definitivamente pra dentro daquele espaço.

tchau!

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