.. de nós dois
sou eu, o azul sou eu (dá pra notar a diferença?).
é fato que mAJ quase que extasionou lá no 24. tanto que já estava até alugando pra mim por 560R$, quando na verdade era 720R$.
Tiazinha Feliz I
saindo do 24, tivemos a agradabilíssima companhia de uma amiga de uma moradora ali do mesmo prédio, mas eu só soube disso depois de desferir contra ela o meu chavão de cara bacana:
- A senhorita mora aqui no prédio?
- Moro.. quer dizer, minha amiga mora.
- E a senhorita é FELIZ? (olhando bem dentro dos olhos dela).
- Sim, sou bastante, por que?
- Ah, porque eu estou prestes a alugar um apartamento aqui nesse prédio, e gostaria de saber como se sentem os vizinhos morando por aqui, pra saber como eu vou me sentir caso me mude.
(espaço aqui para uma baita história que ela contou)
ao final de tudo, disse que gostava bastante do lugar, a amiga dela também, e que era superseguro pra chegar à noite, que dava pra pedir pra lotação te deixar na esquina do prédio e, que se tu descesse sempre no mesmo horário, o guardinha ficava antenado e ia ali pra rua esperar a tua chegada. bem mais seguro assim, hein? lembro de ela ter me chamado de “meu amor” entre uma história e outra.
Do 24 ao fedor, de cabelo molhado
da porta do edifício até a boca da Lima, levamos cerca de quatro minutos. comentei com a mAJ o quão alucinante deve ser chegar ali de banho recém tomado. deve-se conseguir uma namorada na mesma hora. então mAJ disse que o bom era que meu apê estava perto, poderia conhecer ali e levar pra lá. e então eu pensei: se eu voltasse com minha novanamorada, pra Lima, de cabelo tambem molhado e banho recém tomado, multiplicariam-se por dois as nossas chances de arrumar mais namoradas.. e na próxima volta seria eu e mais três gurias, e assim por diante, até que acabar-se-iam as mulheres da Lima (ou o espaço no apê)
Vamos ao DISK
a caminhada até lá foi uam aventura só. descobrimos várias portas abertas. um comércio que sequer sabíamos que existia naquela região. sapateiros, vidraçarias, lojas de velas, azulejos, papelarias.. enfim. nada que ver com as zintidades que costumam perambular por ali nas madrugadas.
chegando ao DISK, o primeiro contato foi o esperado. ele era legal, mas não super. iluminado, mas não super. meio grande, meio pequeno, mas não super meio grande nem tampouco super meio pequeno. sujei minha camiseta branca na janela (mAJ avisou, mas não deu tempo). a vista, da janela, era lesga. as duas janelas pra frente. o banheiro e a cozinha, semitrashes.
resolvemos não fazer vídeo neste. apenas olhamos tudo, fizemos planos de decoração (eu fiz, mas não falei nada pra mAJ) e fomos embora, porque eu estava já atrasado pra voltar ao trabalho e algo me dizia pra sair dali antes que caisse um avião. pelo fato do aluguel ser o mais barato, dei meus votos todos pra esse, provisoriamente. o valor me interessava.
Já Já, Jaque, Jaqueline
na descida, enquanto eu fechava a porta da rua, escutei vozes de pessoas nas escadas. mulheres, por sinal. ótimo.. vítimas do meu chavão de bom-futuro-vizinho. a mãe, com seu sorriso espontâneo de pessoa bem feliz e sua maquilagem muito bem feita, e a filha, que não sei nem chutar quantos anos tem, mas algo entre 1 e 17. aproximam-se:
- Oi, vocês moram aqui?
- Eu tenho um apartamento no 302
- Ah, tá.. E tu é feliz?
- SIm, sou, muito por sinal.. Por que?
- Ah, que bom. Porque eu quero saber como se sentem as pessoas que moram aqui.
- Na verdade eu não moro aqui, só o apartamento que é meu. Ele tá liberando essa semana e eu vim dar uma olhada.
- Por acaso tu vai pôr pra alugar?
- Sim, vou, por que? (ela nunca perdeu a cara de muito feliz e a maquilagem exata equanto falava comigo)
- Ah, por que eu vou alugar o 202. Tu não quer que eu alugue o teu? Tu vai alugar por imobiliária?
- Ai, vou, sabe? Hoje o antigo morador saiu com ordem de despejo, porque não pagava, deixou o apartamento uma bagunça, cheio de lixo no meio da sala, uma coisa. E o apartamento é muito bom. Se tu quiser dar uma olhada lá..
- Se é exatamente em cima desse que eu olhei agora, eu até sei como ele é.. Não precisa, não vou atrapalhar vocês.
- Mas o nosso apartamento não é igual a esse. Nós reformamos todo há pouco tempo, derrubamos a parede entre a sala e o quarto e colocamos uma porta de correr, de madeira. Reformamos também a cozinha e o banheiro. Até te levo ali pra tu olhar, se tu não te importar com a bagunça que está lá dentro.
- Ah, claro que não. Se não vou atrasar vocês em nada, eu quero ver, sim.
(até aí eu não sabia realmente o estado em que se encontrava o lugar. Achei que fosse tipo quando a mãe fala: “ah, não repara a bagunça, viu?” mesmo com a casa estando “um brinco”)
enquanto subíamos as escadas, ela disparou: “- Quanto tu pretende gastar?”, eu “- Minha cota é de oitocentos reais”, “- Com condomínio” completou mAJ.
Ela: - Olha só, eu coloquei uma grade na porta, grade na janelinha da área que dá pras escadas do prédio, etc etc..
Eu: - Deus, santo! O que fizeram aqui? Impossível que alguem morava aqui dentro (e, sério, impossível. ninguém mais saberá, se não nós quatro ali ou o ex inquilino)
conversa vai, conversa vem.. ela conta sobre outros despejos, gatos mortos, sangues pelas paredes, e: “hahaha.. até que tu é uma pessoa legal”. respondi “- É, né.. Às vezes até que eu sou, mesmo”. pena que não tínhamos champagnes pra brindar, na hora, porque estavamos nos divertindo à beça.
ela disse que iriam pedir 500 reais pelo aluguel. falei que me interessava e ela cogitou a hipótese de alugar pra mim sem ser através da imobiliária. direto com ela, apenas fazendo um contrato e dando um caução e tchuns. a-do-rei!
enquanto ela fechava a porta e todas suas trancas, respondendo às minhas perguntas impertinentes, sempre mantendo a compostura, me falou dos casamentos dela, de quando ela comprou aquele apartamento, como ela é feliz, hoje, com o atual marido, há quantos anos eles estão juntos, onde se conheceram. disse também que depois que ela saiu dali a vida dela melhorou horrores.. não que ali a vida dela foi pior, mas há de se cumprir esse ciclo. passar por ali pra vida melhorar. eu disse que queria fazer a mesma coisa que ela fez e ser feliz também. pronto! somos amigos!
na rua trocamos nomes e telefones, abraços, ela disse que poderia deixar a chave ali com os caras que farão a reforma e limpeza no próximo sábado pra caso eu quisesse ver de novo, eu disse que não havia necessidade, ela me mostrou quem eram os que fariam o trabalho sujo. disse também que ela e a filha estariam por ali, no sábado, dando uma geral e limpando o que sobrar. disse que eu poderia aparecer e que já já o apê estaria disponível pra mim.
aparecerei lá, com certeza. antes vou ligar pra saber se, por azar, ela não mudou de idéia (oxalá não).
ao final, o valor total ficou um pouco mais caro do que o 202, mas o apartamento tá bem melhor por dentro. o banheiro e a cozinha são um espetáculo à parte. a portinha divisória, então, nem se fala.
enfim! gostei. se tudo der certo, será esse.
nos próximos capítulos escreverei detalhes sobre a logística da nova moradia e começaremos a listinha de necessidades básicas pra que eu possa mover meu corpinho definitivamente pra dentro daquele espaço.
tchau!
obviamente que dá pra saber quem dois dos está escrevendo. linguajar, meu caro. mas tem algo mais simples que mudar a letra, assinar ao final.
já disse que tô tri feliz por ti?
é.. os teus detalhes não chegam a ser tão pequenos assim..
auehuahuahueah
ofuscou o brilho do meu post!!