era uma casa muito engraçada

não tinha nada…

é! irão se desiludir aqueles que acham que ao assinar um contrato de aluguel, as coisas terminarão. a mudança dos pertences do Pablo para a nova moradia, está tão demorada quanto foi a procura. não por falta de vontade minha em ajudar e nem dele em habitar o tão sonhado apê, mas nada é tão fácil como agente sempre espera.

o primeiro impasse é a questão do dinheiro. que aliás, quase sempre é em qualquer situação.

a segunda é o que levar para lá. já foi feita uma enquete, mas mesmo assim, a decisão final depende de como tais pertences serão levados até lá. sim, porque se vamos depender só do autinho que eu chamo de meu (que na verdade não é)… nem sei como vai ser! alguém tem um caminhão pra emprestar?

ah, ia me esquecendo da luz! nem sabemos se a ilustríssima companhia de energia elétrica do nosso estado já fez a ligação da luz.

ninguém podia entrar nela não …

e nem sair!

na sexta à noite, a Tainá e eu, na maior da boa vontade, fomos até o apartamento para conferir a pintura e ver a tal da luz. ao chegar em frente do prédio, no mesmo segundo fomos abordadas por um flanelinha, que queria nos cobrar R$ 2,00 (ADIANTADO) para deixar o carro na rua. após uma breve negociação, deixei umas moedas e um vale transporte. propositalmente, não quis sair ganhando dessa! (rs)

ao colocar a chave na porta de entrada, já sentimos uma certa dificuldade em abri-la, mas conseguimos adentrar no edifício. pra fechar a porta também não foi tão fácil, pois precisa da chave para tal ação. bom… depois de uns dez minutos perdidos, tentamos olhar a pintura do apartamento. tentamos, porque foi ai que descobrimos a ausência da luz. feita a visita, fomos nos dirigindo pelo corredor até a saída.

ai é que está… o Pablo vai dizer (e já disse, é claro) que tinha avisado, mas sabemos que a teimosia reina no universo feminino, mesmo isso não sendo admitido com freqüência.

ele avisou que a porta do prédio tinha problemas para ser aberta por dentro. que precisava da chave e que se suspeitássemos que íamos ter problemas, era para não entrarmos. sim, suspeitamos, só que acreditamos na nossa capacidade de lidar com eles. claro que não conseguimos!

o que fazer? coloquei meu ouvido na porta dos apartamentos do térreo, para tentar ouvir algum ruído… porque ainda me preocupei em não acordar nenhum vizinho e criar inimizades antes mesmo da ida do Pablo pra lá. escolhi uma porta, respirei fundo e toquei a campainha…

minha nossa! melhor teria sido se eu estivesse participando da porta dos desesperados do Sérgio Mallandro. um homem abriu a porta, com uma cara de poucos amigos e uma touquinha na cabeça que parecia aquela de bandidos, sabe? dei uma breve espiada para dentro de sua residência (não resisti a mais uma indelicadeza) e perguntei a ele, se poderia testar a sua chave na porta e tentar nos libertar dali.

ele foi. no começo um pouco relutante, mas depois até fez alguns comentários sobre a dificuldade que ele também tem em sair de casa… diminuindo assim, um pouco da tensão que eu estava sentindo. quando ele abriu a porta, e eu e a Tainá estávamos certas de que tudo havia acabado, sai da casa do cara uma mulher (acho eu que era namorada dele), com os cabelos louros oxigenados e todo desgrenhado e faz uma recomendação com uma voz de assustar mais ainda:

- viu gurias?! da próxima vez, vê se toquem ali no zelador, tá?

bom, só nos restou agradecer… porque não sou louca, né?

só sei que dá próxima vez que eu aparecer por lá, não vou correr o risco de não usar um disfarce.

2 Comments so far

  1. nana on September 9th, 2008

    hahaha
    o pablo vai ter vizinhos esquisitos!

  2. Tainá on September 13th, 2008

    Não lembro ao certo qual era o apê dos vizinhos assombrados (sim, os vizinhos eram o assombro, e não o apê.. O adjetivo tá no lugar certo =p)…
    Mas é imptt lembrar:

    “Pablo: não fazer amizade com o vizinho do apê xx”

    = p

Leave a Reply